terça-feira, 28 de agosto de 2018

Caixa reduz taxa de juros na compra da casa própria

Banco corta em até 0,5 ponto percentual o custo do financiamento da aquisição de imóveis e aumenta o limite do valor do crédito disponível para unidades usadas de 70% a 80%

A Caixa Econômica Federal anunciou redução no juro do crédito imobiliário e aumento da cota para financiamento de imóvel usado. A medida começou a valer ontem. Os juros caem até 0,5 ponto percentual para operações com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A taxa mínima vai de 9% ao ano para 8,75% para imóveis no Sistema Financeiro de Habitação (SFH, para imóveis residenciais de até R$ 800 mil em todo o país, exceto Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil). Para os imóveis residenciais acima dos limites do SFH, portanto, enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), a taxa mínima caiu de 10% para 9,5% ao ano.

Além disso, o financiamento de imóveis usados teve o limite de cota elevado de 70% para 80%. Em nota, o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, afirmou que o corte nas taxas de juros facilita o acesso à casa própria e contribui para a retomada de investimentos no setor de construção civil. “Cabe à Caixa, como principal agente financeiro da habitação, continuar oferecendo as melhores taxas e condições para os nossos clientes, além de colaborar com a retomada de investimentos do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, disse.


Neste ano, a Caixa tem R$ 82,1 bilhões disponíveis para o crédito habitacional. Ainda de acordo com o comunicado, o banco mantém a liderança no setor, com 69,3% das operações para aquisição da casa própria. O presidente da Caixa avalia que o desempenho do crédito imobiliário no segundo semestre será “muito melhor” após o anúncio da medida, que disponibilizou R$ 20 bilhões em recursos para o crédito habitacional do SBPE.

“Neste momento, temos capital suficiente para fazer uma pequena expansão na nossa carteira de crédito, de maneira prudente e com muito cuidado, e escolhemos o produto que tem a melhor rentabilidade”, diz Souza ao site G1. O presidente da Caixa acrescenta que, após incentivos para linhas habitacionais como o Minha casa, minha vida, a prioridade do banco agora é expandir o crédito com os recursos da poupança, que abrange imóveis de valor mais elevado que as linhas subsidiadas, além de ampliar o acesso a financiamentos para imóveis usados.

Em abril, a Caixa já havida reduzido os juros em até 1,25 ponto percentual, nas operações com recursos do SBPE. Naquele mês, o limite de cota de financiamento do imóvel usado subiu de 50% para 70% e a Caixa retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%. Em julho, o banco reduziu em média de 1 a 2 pontos percentuais ao ano as taxas do crédito imobiliário para pessoa jurídica.


Construção 

Com o aumento do crédito imobiliario, o Índice de Confiança do Empresário da Construção (Icei-Construção) registrou alta de 2,9 pontos de julho para agosto, atingindo 51,8 pontos. O dado, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela melhora no otimismo do setor, depois de duas quedas consecutivas. Mesmo assim, o indicador permanece abaixo da média histórica do estudo, de 52,9 pontos, e dos 53,8 pontos registrados em maio, antes da greve dos caminhoneiros.

O Icei-Construção faz parte da Sondagem Indústria da Construção de julho elaborada pela entidade. A alta da confiança apresentada em agosto vem do componente de expectativa dos empresários. Eles apontaram no estudo estar mais otimistas com os negócios daqui a seis meses do que hoje. Com isso, todos os índices relativos à construção no curto prazo ficaram acima dos 50 pontos, ou seja, os empresários estão esperando crescimento no curto prazo nos níveis da atividade, de novos empreendimentos e serviços, do número de empregados e de compras de insumos e matérias-primas.

Fonte: Estado de Minas

terça-feira, 17 de abril de 2018

Caixa reduz juros do crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta segunda-feira, a redução dos juros do crédito imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). As taxas mínimas passaram de 10,25% para 9% ao ano, no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% para 10%, para propriedades enquadradas no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
Com isso, a Caixa volta a ter taxas de mercado competitivas. Até agora o banco estatal era o único entre os cinco maiores do país com juros acima de 10%. Itaú opera com porcentual a partir de 9%; Banco do Brasil, 9,24%; Santander, com 9,49%; e Bradesco, a partir de 9,45%, conforme dados disponíveis nos sites das instituições financeiras.
De acordo com o presidente do banco estatal, Nelson Antônio de Souza, a redução facilita o acesso à casa própria e ajuda a estimular o mercado imobiliário. “O objetivo é oferecer as melhores condições para os nossos clientes, além de colaborar para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, destaca.
Para o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC), Celso Petrucci, a decisão contribui para que novas quedas ocorram ao longo do ano. “A Caixa é a indutora deste mercado, e essa mudança mostra que as taxas baixaram para ficar. Estamos retomando o nível que tínhamos entre 2010 e 2011, quando houve o boom imobiliário, e é possível que tenhamos uma nova rodada de diminuição dos juros”, diz, ao comentar que para isso é necessária a convergência de fatores, como queda da Selic e a alta no emprego.
Cálculos feitos pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP) mostram que um imóvel de 250.000 reais com 80% de financiamento em vinte anos, a economia com juros chega a 25.000 reais no período. “É um impacto significativo no bolso do cliente, que poderá comprar um imóvel melhor ou diminuir o comprometimento da renda”, diz Flavio Amaury, presidente do Secovi-SP.
Representantes do setor consideram que a mudança vai fortalecer a reativação da economia com mais pessoas que poderão adquirir a casa própria. “A Caixa tem papel importante no financiamento imobiliário, e a redução dos juros é fundamental para estimular o setor, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a oferta de crédito pelos bancos privados é menor do que no Sul e Sudeste”, afirma Ronaldo Cury, vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinducon-SP).
Novas condições
Além da redução de juros, o limite de cota de parcelamento do imóvel usado sobe de 50% para 70%. A instituição também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (unidades com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%. As mudanças começam a valer a partir desta segunda-feira.
A Caixa possui 82,1 bilhões de reais para o crédito habitacional para 2018. O banco mantém a liderança no setor com cerca de 70% das operações para aquisição da casa própria.
Estão enquadrados no SFH os imóveis residenciais de até 800.000 reais, para todo o país, exceto Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de 950.000 reais. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI.
Fonte: Veja

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Caixa retoma financiamento imobiliário mais barato


Caixa Econômica Federal vai retomar nesta terça-feira (2) a linha de empréstimo imobiliário Pró-Cotista e elevar de 50% para 70% a cota do financiamento de imóveis usados. As informações, adiantadas pelo jornal "O Globo", foram confirmadas pela Folha.
Passando por grave escassez de recursos, o banco suspendeu a linha no primeiro semestre de 2017 e reduziu o teto (antes de 60% ou 70%) para usados em setembro.
A Caixa terá R$ 4 bilhões para emprestar aos cotistas, menos que os R$ 6,1 bilhões contratados na linha em 2017.
Segundo "O Globo", o vice-presidente de Habitação do banco, Nelson de Souza, disse que a linha está sendo retomada porque os valores são pequenos e não demandam reserva elevada capital do banco. "Temos condições de reabrir o Pró-Cotista agora porque a nossa carteira suporta", afirmou.
Souza admitiu, no entanto, que os recursos deverão se esgotar rapidamente diante da demanda.
A Pró-Cotista, destinada a trabalhadores com conta no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), é a linha de crédito mais barata depois do Minha Casa Minha Vida, com taxas de juros que variam de 7,85% (clientes com débito em conta ou conta-salário) a 8,85% ao ano.
A modalidade foi muito procurada nos últimos anos devido à falta de recursos de fontes com taxas equivalentes, como a caderneta de poupança. A participação da Pró-Cotista no total de financiamento imobiliário concedido pela Caixa saltou de apenas 1% em 2014 para 13% até junho de 2017.
O aumento no teto de financiamento para imóveis usados, por sua vez, vale para contratos pelo SAC (Sistema de Amortização Constante), em que o valor das parcelas cai ao longo do tempo.
Para unidades novas, não houve alteração e o percentual foi mantido em 80%.
ENFORCADA
Banco e governo correm para encontrar uma solução para a falta de recursos da Caixa, que detém cerca de 70% da carteira de crédito habitacional do país.
A partir deste ano, ela só poderá fazer empréstimos se tiver mais dinheiro próprio para garanti-los, de acordo com as regras previstas em Basileia 3 –um acordo internacional que visa garantir solidez ao sistema financeiro.
Em um "intensivão" para desovar matérias no dia 12 de dezembro, o Senado aprovou o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do FGTS na capitalização da Caixa.
O banco quer transformar R$ 10 bilhões de sua dívida com o FGTS em um novo empréstimo, sem prazo de vencimento (perpétuo), o que foi contestado pelo Ministério Público de Contas e pela área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União).

Fonte: Folha

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Imóvel financiado pela Caixa pode ser vendido?

Para realizar um financiamento de imóveis na Caixa é preciso se programar muito e ser bastante organizado em relação às finanças, afinal, ninguém quer se endividar e correr o risco de perder a tão sonhada casa própria. Mas também é muito comum surgirem imprevistos financeiros durante a vida de qualquer pessoa, nesse caso, vender a casa pode ser algo necessário. Mas um imóvel financiado pela caixa pode ser vendido?

Sim, e isso pode ser feito de uma forma muito simples, embora muitas pessoas achem que é um processo burocrático. Vamos apresentar algumas regras para efetuar esta venda, pois a própria instituição financeira oferece formas para que este imóvel financiado seja vendido, independente da forma que o novo comprador deseje efetuar a quitação do valor do imóvel.
O modo como a nova compra será efetuada depende inicialmente de como o novo comprador pretenderá efetuar a quitação dos valores referentes ao imóvel. E para isso pode ser verificado junto à instituição qual o procedimento para novo financiamento ou como pode ser feito o pagamento à vista.

Para realizar o pagamento à vista:
No pagamento à vista ou parcelado sem financiamento bancário, ou seja, sem o envolvimento da instituição que está financiando o imóvel, será necessário que o próprio vendedor faça a quitação dos valores junto ao banco.

Para isto o vendedor deve verificar com o banco o total de seu saldo devedor, já corrigido, e solicitar ao banco um boleto já com os valores atualizados para que seja realizada a quitação.
Cabe ressaltar que ao vendedor caberá somente o valor referente à diferença entre o valor de venda e o total da dívida quitada junto ao banco.

O valor combinado é repassado ao vendedor pelo comprador, e assim o pagamento será feito para a instituição bancária que emite uma carta onde declara que este já está totalmente quitado, livre de débitos e qualquer outro ônus.
A partir da liberação da matrícula, o vendedor terá plenos direitos sobre o imóvel, o que permite que seja lavrada e registrada uma nova Escritura Pública de Compra e Venda. Com esta transação o vendedor irá transferir o imóvel totalmente quitado para o novo comprador.
Realizar o pagamento através de financiamento bancário:
Ao optar por esta modalidade incluir a instituição financeira, além de comprador e vendedor.
Inicialmente a instituição financeira onde se encontra o financiamento, irá apurar os valores do débito deste contrato, apurando os juros, descontos e as devidas correções previstas nele.
A partir daí será feito um novo contrato de compra e venda entre a instituição financeira e o antigo comprador, que a partir de agora será chamado de vendedor neste novo documento. A instituição financeira figura como credora.
Neste novo contrato estará previsto que parte do valor a ser pago será destinado a quitar a dívida do vendedor (antigo comprador) com o banco. A partir disto será concedida pelo banco a quitação da dívida do vendedor. Após assinado, este novo contrato será registrado no Cartório de Imóveis competente e no momento da assinatura o antigo comprador receberá a transferência integral dos valores que lhe cabem. Ressaltando que estes valores se referem à diferença entre a dívida que possui com o banco e o valor total da nova transação.
Após esse trâmite, os valores restantes serão pagos pelo novo comprador para a instituição financeira. Vale destacar que este procedimento ocorre desta maneira quando o novo e o antigo financiamento pertençam ao mesmo banco, ou seja, um imóvel financiado pela Caixa pode ser vendido desde que tudo seja tratado na Caixa.
Quando este financiamento for solicitado para bancos distintos, será necessário executar o processo de interveniente quitante (QI) ou interveniência financeira.
Neste processo, o banco do vendedor realiza as apurações da dívida e repassa estas informações para o banco do novo comprador, para que este elabore um novo contrato. No novo documento o banco credor do vendedor receberá o valor do saldo devedor, que será pago pelo comprador.
Já neste documento o comprador assumirá a dívida do valor da diferença junto ao seu banco credor, que irá executar os pagamentos de acordo com o previsto em contrato.
Fonte: Só Corretor

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Caixa libera R$ 8,7 bi para tentar destravar crédito imobiliário

A Caixa Econômica Federal anunciou a liberação de R$ 8,7 bilhões para destravar contratos de crédito imobiliário até 30 de novembro.
Aprovadas pelo banco, as propostas de empréstimo habitacional estavam paradas por falta de recursos, mesmo para quem já tinha carta de crédito aprovada.
O banco informou que, desde segunda-feira (6), está disponível orçamento suplementar do FGTS para o crédito imobiliário à pessoa física e de apoio à produção.
"Com essa suplementação, a Caixa garante recursos suficientes para normalizar o ritmo de contratações do Programa Minha Casa Minha Vida para famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 4.000", afirmou o banco em nota.
O Banco Central registrou 248 queixas sobre a Caixa no primeiro semestre do ano relativas à demora na liberação do financiamento, alta de 9% ante os seis meses anteriores e de 2,5% sobre igual período de 2016.
Nos últimos meses, a Caixa anunciou uma série de restrições ao crédito, como a redução do limite financiado para imóveis usados de até 70% para 50%. A regra passou a valer em 25 de setembro e quem ainda não tivesse assinado o contrato até essa data já deveria se enquadrar no novo modelo.
Foi o que aconteceu com Tatiana Martins, 38, controladora de produção. Ela está vendendo um imóvel em São José dos Campos, e o comprador já tinha a carta de crédito aprovada em agosto. "Entramos com toda a documentação e foi para análise da Caixa, só que nisso entrou setembro, mudou a regra e nos falaram que o prazo expirou e entraria automaticamente no novo limite de 50%", conta.
Nesta terça-feira (7), a Caixa afirmou que os contratos que seriam finalizados pelas agências antes das novas medidas de redução das cotas terão as condições mantidas e prorrogadas até o fim deste mês. "As avaliações dos imóveis em garantia ao crédito de pessoa física que tiveram sua validade expirada durante o período de transição serão renovadas automaticamente até o final do ano, garantindo a continuidade dos financiamentos."
O banco diz que a contratação do crédito imobiliário neste ano está cerca de 20% superior ao mesmo período do ano passado e que já emprestou mais de R$ 72,4 bilhões até o momento em todas as suas modalidades.
Sem recursos, a Caixa passou a adotar uma execução mensal do orçamento para todas as linhas de crédito imobiliário, "com objetivo de cumprir o orçamento anual disponível até dezembro", o que também contribuiu para travar as concessões já em curso.
Questionada, a Caixa ainda não informou quantos contratos podem ser concluídos com o recurso extra.
Fonte: Folha

domingo, 27 de agosto de 2017

Como tornar seu imóvel mais seguro? Veja as dicas

Listamos algumas soluções que previnem e evitam invasões

Quando o assunto é segurança residencial, apostar apenas em soluções de tecnologia para proteger um residencial ou até mesmo um prédio não garante uma proteção completa. Quem contrata serviços como portaria eletrônica, câmeras e até biometria tem que ter em mente que a colaboração dos moradores e o treinamento da equipe são fundamentais para evitar falhas e garantir o bem-estar de todos.
“Entender quais são as soluções de segurança que protegem seu residencial é de extrema importância para os moradores”, disse Klaus Monteiro, diretor comercial da Alphaville Urbanismo. “Assim, é possível colaborar e adotar hábitos que tornem não só o seu dia a dia mais seguro, mas de todos que residem no empreendimento”, completa.
Atualmente, residenciais e empresas de segurança oferecem diversas opções para prevenir e evitar invasões. Além de capacitar seus funcionários para que saibam usar essas novas tecnologias, os moradores também têm cada vez mais controle sob essas ferramentas, e também recebem orientações sobre seu uso.

Veja como utilizar as tecnologias para tornar seu imóvel mais seguro:

Guaritas: para maior segurança do condomínio, é importante a portaria ter um controle de entrada e saída de pessoas do condomínio. Seja visitantes, funcionários, prestadores de serviço ou veículos, uma dica é sempre pegar pelo menos o número do RG e CPF das pessoas. Existem diversas tecnologias no mercado que gerenciam e guardam todos os dados.
Câmeras de segurança: a instalação deste equipamento permite que uma central de controle monitore quem entra e sai do imóvel. As câmeras normalmente são instaladas nos portões, muros, elevadores e pontos considerados de risco. Essas câmeras podem ser acessadas tanto pela portaria como numa central de maneira ininterrupta. Desta forma, é possível entrar em contato com as autoridades imediatamente, caso ocorra uma situação de perigo.
Biometria: muitos prédios comerciais substituíram o famoso crachá pela identificação biométrica, que consiste em cadastrar a digital de seus funcionários para que eles tenham acesso ao escritório. A vantagem desse sistema é que ele é prático, pois o cadastro das pessoas autorizadas leva poucos minutos e é possível levantar posteriormente os horários e a frequência das pessoas que entram e saem de um local. E isso também pode ser feito em condomínios residenciais e nas próprias casas.
Cerca elétrica: em relação aos outros aparelhos de segurança, a cerca é uma das opções mais baratas. Elas são interligadas a alarmes de segurança, repelem e assustam possíveis invasores. A sua carga não é fatal e é muito usada em muros residenciais e em prédios.
Fonte: ZAP em Casa

Por que comprar imóveis na crise é uma boa ideia?

A compra de um imóvel, seja para sair do aluguel, mudar de casa ou garantir o futuro dos filhos, é uma decisão que exige planejamento e cautela, principalmente em momentos de instabilidade econômica.
Com a crise e o mercado imobiliário em baixa, muitas pessoas optam por adiar a compra de seu imóvel e poupar seus recursos para investir em um momento mais favorável e de maior segurança econômica.
Mas o que muita gente não sabe é que tempos de crise também podem trazer ótimas oportunidades de negócios. Veja neste artigo as vantagens de comprar imóveis na crise e as principais razões para aproveitar o atual cenário econômico do país para conquistar sua casa nova!

Redução No Preço De Imóveis

Uma consequência do cenário econômico instável é a diminuição de demanda por imóveis. Essa baixa no mercado imobiliário faz com que haja um ajuste no valor das propriedades, deixando a compra mais atrativa. É a antiga lei da oferta e da procura: quanto mais imóveis disponíveis, mais os preços se tornam competitivos.
Isso possibilita que os consumidores encontrem imóveis a preços muito mais vantajosos do que os que são vistos em um momento de maior estabilidade econômica.

Maior Variedade De Imóveis Disponíveis No Mercado

Com a baixa na procura de imóveis à venda, o mercado imobiliário dispõe de maiores opções e variedades de construções.
Portanto, encontrar o imóvel perfeito na região que você sempre sonhou se torna muito mais fácil em tempos de crise do que em momentos mais favoráveis economicamente. E, como dissemos acima, as chances de encontrá-lo por um bom preço são bem grandes.

Descontos Maiores Ao Comprar Imóveis Na Crise

Além da redução nos preços, momentos de crise fazem com que as imobiliárias se tornem mais flexíveis e ofereçam maiores descontos para compra de imóveis.
Se você tem dinheiro guardado, aproveite e ofereça uma boa entrada no seu novo imóvel. Essas entradas maiores, também chamadas de “entradas premiadas” costumam render bons descontos no valor total do imóvel escolhido.
Além disso, fique atento ao mercado, pois com a crise, imobiliárias e construtoras têm realizado feirões e outras campanhas promocionais com o intuito de reaquecer o negócio. Boas oportunidades podem ser encontradas nestes eventos.

Mais Facilidades No Financiamento Imobiliário

Com o objetivo de incentivar as pessoas a comprar imóveis na crise, bancos, imobiliárias e construtoras estão diminuindo a burocracia do financiamento imobiliário, tornando-o mais simples e acessível.
Apesar de o momento não ser o mais positivo quando falamos em taxas e juros de financiamento, ele pode ser uma boa saída caso você encontre uma oportunidade imperdível durante a crise.
Para alguns especialistas, a tendência é que o mercado imobiliário retome seu crescimento. E, com a economia mais estável, é natural que a oferta e a procura por imóveis se equalizem e os preços comecem a subir. Portanto, essa é uma boa hora para adquirir seu imóvel novo.
Não há nenhum problema ou risco em comprar imóveis na crise, o importante é contar com um bom profissional que te ajude a encontrar as melhores oportunidades que o momento proporciona.
Você tem visto boas oportunidades imobiliárias durante a crise? Compartilha com a gente nos comentários!

Como funciona o financiamento de imóvel na planta?

Habite-se, matrícula, INCC, IGP-M, saldo residual, descubra a influência de cada item na compra do seu apartamento
A compra da casa própria é um marco na vida de qualquer pessoa. Tendo um bem imóvel é possível desfrutar de conforto e segurança, mas também é preciso arcar com a aquisição por anos, até mesmo décadas. Embora a realização do sonho da casa própria dependa majoritariamente de dinheiro, a palavra chave para que a experiência da compra seja positiva é organização, especialmente se a compra for de um imóvel ainda na planta.
Os stands de venda de lançamentos imobiliários costumam ser muito convidativos. No centro do ambiente, fica exposta a maquete do projeto, dando cara ao desejo de consumo dos candidatos à compra de uma das unidades do empreendimento.  Mas o que mais mexe com a expectativa e anseio pela compra é o decorado. Estar dentro do imóvel, com as dimensões exatas da construção mexem ainda mais com as emoções do candidato à compra. E, envolvidos pela atmosfera da venda, os compradores acabam não analisando os valores com a devida atenção. Mais à frente, geralmente no momento da entrega das chaves, isso pode acarretar na desistência do negócio. Mas daremos dicas para que isso não aconteça!
Afinal, como funciona a compra do imóvel na planta? Comprar um imóvel na planta é comprar a promessa de que construirão um imóvel com o dinheiro que você e os demais compradores estão dando. Em linhas gerais, quando se compra um imóvel na planta, você está financiando parte da construção do empreendimento. Por isso, é importante que o interessado na compra pesquise a fundo sobre a construtora e incorporadora responsáveis pelo imóvel. Procon, Proteste, Ibedec e Reclame Aqui podem demonstrar o feedback de outros compradores e como a empresa contornou as insatisfações apresentadas. Uma ação preventiva fundamental é a verificação dos seguintes documentos: alvará de execução emitido pela prefeitura do município e certidão de matrícula do terreno.
No momento em que se decide fechar negócio com a incorporadora, é necessário estar preparado para negociar os valores e a forma de pagamento (cheque, boleto ou nota promissória). Em uma próxima visita, já com a devida documentação em mãos, o interessado na compra preenche uma ficha cadastral e a incorporadora realiza uma pré-análise de crédito para checar se o indivíduo possui condições de efetuar o pagamento e seu perfil financeiro se enquadra no valor pleiteado.
A atitude que faz toda a diferença para quem quer comprar um imóvel – Lidar diretamente com os sonhos das pessoas, faz com que as incorporadoras não encontrem muita resistência no momento de apresentar a viabilidade da conquista da casa própria. O comprador quer acreditar que é possível e o corretor o conduz brilhantemente nessa crença. “É importante que as pessoas saibam que o corretor está ali para representar os interesses da incorporadora. Portanto, o comprador deve estar focado às questões contratuais e não na experiência da compra. Isso evita que ele seja induzido ao erro e se comprometa com uma dívida que não conseguirá honrar”, afirma Mônica Albano, gerente do setor de Repasse da Melhortaxa.
Quem está às vias de adquirir um imóvel deve ter muita organização, consciência de seu orçamento mensal e pleno entendimento dos custos de uma compra desse porte. “Não é o corretor que vai alertar o interessado na compra sobre os riscos de adotar uma nova dívida. O comprador deve estar plenamente ciente de sua saúde financeira e analisar se é capaz de arcar com os valores apresentados, com as devidas correções aplicadas e, principalmente, se ele estará apto a conseguir um financiamento imobiliário com uma instituição financeira”, alerta Albano.
E quais documentos atestam a compra do imóvel na planta? Após a pré-análise de crédito ter sido realizada, o comprador assina o Compromisso Particular de Compra e Venda (documento que torna o comprador titular de direitos aquisitivos do imóvel, tendo assegurado por lei o direito real de exigir a transmissão do imóvel após o recebimento do preço ajustado) e recebe o Memorial Descritivo do imóvel, item indispensável para que se tenha controle sobre o que foi prometido pela construtora ainda no stand de vendas. Tais documentos atestam tudo o que foi acordado: metragem, valores, forma de pagamento, multa por atraso de pagamento, prazo de entrega da obra, multa pelo atraso da entrega, qual o banco financiador da obra e as condições para conseguir financiamento imobiliário com o mesmo, entre outras informações importantes.
Durante a construção, há correção das parcelas com base no INCC (Índice Nacional da Construção Civil). A cada mês o INCC incide sobre todo o saldo devedor do comprador. Isso faz com que, ao término da obra, a dívida do comprador possa estar superior ao valor inicial. Por isso, é importante que o comprador monte uma planilha de custos já prevendo os ajustes no valor das parcelas e da quantia a ser financiada ou quitada quando o imóvel estiver pronto.
Ao término das obras, que levam de 18 a 36 meses, e o devido pagamento das parcelas, a incorporadora entra em contato com os compradores das unidades e os informa sobre a liberação do Habite-se (documento expedido pelo poder público municipal que atesta que a obra está em conformidade com o projeto aprovado, autorizando a utilização do imóvel).
É fundamental que o comprador se programe para começar a busca pelo financiamento imobiliário cerca de 3 meses antes da saída do Habite-se. A data prevista para a conclusão da obra está presente no contrato, então é importante que se esteja atento a isso. Comumente, o banco financiador da obra é indicado por trazer uma série de facilidades no processo de obtenção do empréstimo. Mas também é possível fazer o financiamento com a instituição financeira que oferecer a melhor taxa para o perfil e demanda do comprador.
O que muda com a saída do Habite-se? Com a certidão do Habite-se expedida, a incorporadora troca o índice de correção do contrato. Se antes a correção era feita pelo INCC, agora passa a ser realizada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado). O IGP-M é o indicador de movimentos dos preços, usado como referência para correção de prelos e valores contratuais. Embora esse seja o cenário mais comum, há incorporadoras que utilizem outros índices, tais como: IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), Cub (Custo Unitário Básico de Construção) e Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).
Parcela de Conclusão de Obra – Embora seja mais conhecida como Parcela das Chaves, essa tarifa nem sempre está relacionada à entrega das chaves. “E a que se refere a Parcela das Chaves se ela não representa a entrega das chaves do imóvel?”. Essa é uma pergunta muito importante e é fundamental que o comprador esteja ciente da resposta. Já no Compromisso Particular de Compra e Venda, fica explicitado que, apenas com a quitação de débito com a incorporadora, o comprador possuirá o direito de exigir a transmissão do imóvel em seu nome. Ou seja, ele só se torna efetivamente o proprietário do imóvel e recebe as chaves quando toda a dívida for quitada. Para tanto, é necessário que pague todas as parcelas mensais, as parcelas anuais e a chamada Parcela das Chaves: tarifa já prevista em contrato com data de pagamento relacionada ao término das obras.
Sem o pagamento desta parcela, a situação do comprador fica irregular, portanto ele não conseguirá a matrícula individualizada, nem financiamento bancário.
“Mesmo que haja atraso na entrega do imóvel, eu sou obrigado a pagar a Parcela das Chaves?”. Tudo vai depender do que estiver no contrato. É comum que as incorporadoras exijam o pagamento mesmo que a obra não tenha sido concluída, nesse caso o comprador não conseguirá incluir essa parcela no financiamento, tampouco utilizar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para essa finalidade. Como há a real possibilidade de atraso na entrega do imóvel, é imprescindível que o comprador se organize financeiramente para que disponha da quantia da Parcela das Chaves sem precisar recorrer ao financiamento ou retirada do FGTS.
Fonte: Melhor Taxa

Bem de família pode ser alvo de penhora

Anos atrás não se discutia: o imóvel considerado bem de família não podia ser penhorado pela Justiça para quitar dívidas, caso não estivesse na lista de exceções previstas em uma lei da década de 90. Hoje, porém, essa certeza não é absoluta e, a depender da situação, o devedor corre o risco de perder parte de seu imóvel residencial para honrar seus débitos.
Ainda há poucas decisões judiciais nesse sentido, que não formam uma jurisprudência consolidada sobre o assunto. No entanto, já existem correntes tanto na Justiça comum quanto na trabalhista favorável à flexibilização da impenhorabilidade do bem de família.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), por exemplo, já decidiu pela penhora de parte de um imóvel onde morava um casal e também funcionavam duas lojas na parte térrea. Da decisão não cabe mais recurso. Em seu voto, o relator do caso, ministro Sidnei Beneti, afirmou que já seria jurisprudência da Corte admitir ser possível a penhora de parte do bem de família, levando em conta as peculiaridades do caso, quando não houvesse prejuízo para a área residencial do imóvel utilizada para o comércio, ainda que sob a mesma matrícula.
A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, também mandou penhorar um apartamento onde residiam os sócios de uma empresa devedora de créditos trabalhistas. Apesar de os sócios morarem no imóvel, os desembargadores entenderam que, ao usar o endereço como sede da empresa, o apartamento passaria a ter fins residenciais e comerciais, ao mesmo tempo. Com isso, determinou a penhora de 30% do apartamento. Ampliar imagem Para o advogado especialista em direito empresarial, Ricardo Trotta, sócio-titular do escritório Ricardo Trotta Sociedade de Advogados, essas decisões demonstram que tem ocorrido uma flexibilização do conceito de impenhorabilidade desses bens, principalmente quando o imóvel não é totalmente utilizado para a moradia da família. Segundo ele, a Lei nº 8.009, de 1990, trouxe lacunas que estão sendo preenchidas pelo Judiciário. "A Justiça tende a ser cada vez mais rígida com os devedores para que honrem seus pagamentos", diz.
A Justiça Trabalhista tem também determinado a penhora de imóveis considerados luxuosos. Há decisões nesse sentido nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em um dos casos, o tribunal paulista mandou penhorar a residência onde mora o ex-sócio de uma empresa em São Paulo, avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão. Para a 1ª Turma do TRT, a impenhorabilidade do bem de família, garantida por lei, não pode conduzir ao que os magistrados chamaram de "absurdo", ao permitir que o devedor mantenha o direito de residir em imóvel considerado "suntuoso" e de "elevado valor". Com a venda do bem, segundo a decisão, seria possível pagar a dívida estimada em R$ 200 mil e ainda permitir que o devedor adquirisse uma nova "digna e confortável" moradia.
A 5 ª Turma do TRT de Minas Gerais também determinou a redução à metade do terreno onde está construída a casa de um empresário com dívidas trabalhistas. O terreno possui 1.384 metros quadrados. Os desembargadores entenderam que o desmembramento não desrespeita a proteção legal ao bem de família, pois o sócio permanecerá com a propriedade da parte do terreno onde está sua residência.
A tese, porém, ainda não tem sido aceita nos tribunais superiores. Em decisão proferida em agosto, o TST rejeitou o pedido de penhora de um apartamento triplex de 500 metros quadrados de um empresário do Rio Grande do Sul. O bem, no início de 2009, estava avaliado em R$ 420 mil. O TRT gaúcho tinha determinado a penhora para o pagamento de uma dívida trabalhista de R$ 6 mil. Mas, os ministros da Subseção 2 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do TST reconheceram a impenhorabilidade absoluta. Segundo o voto do relator, ministro Caputo Bastos, "é impenhorável o imóvel da entidade familiar destinada a sua moradia, não havendo qualquer ressalva quanto ao valor, tampouco quanto à sua suntuosidade", afirma.
O STJ também tem julgado nesse mesmo sentido. Em novembro de 2010, a 3ª Turma determinou ser impenhorável uma fazenda de café no Estado de São Paulo, que servia de moradia para um empresário devedor. Para o relator do processo, ministro Massami Uyeda, o STJ permite a penhora de parte do imóvel se esse desmembramento não descaracterizar a moradia. Porém, não tem admitido a penhora simplesmente por se tratar de imóvel luxuoso.
A segurança que existia com relação à impenhorabilidade desses bens não existiria mais, na opinião dos advogados Marcos Andrade e Diego Garcia, do Sevilha, Andrade, Arruda Advogados. Para eles, a flexibilização tem ocorrido em alguns casos, principalmente quando os princípios sociais se conflitam, por exemplo, com o direito à moradia e alimentação.
O advogado trabalhista Túlio Massoni, do Amauri Mascaro Nascimento Advocacia Consultiva, acredita, no entanto, que as decisões que relativizam a impenhorabilidade são isoladas. "O TST e o STJ tendem a rever essas penhoras de imóveis luxuosos, até porque a lei não faz essa distinção", diz. Para ele, o direito à moradia e os direitos trabalhistas previstos na Constituição estão no mesmo patamar.
Fonte: Valor Econômico

sábado, 5 de agosto de 2017

Entenda a diferença entre as áreas total, útil, comum e privativa dos apartamentos


Cada anúncio, uma sentença. As propagandas dos empreendimentos imobiliários, muitas vezes, indicam qual a área privativa da unidade à venda. Mas o anúncio também pode trazer a área total — e é nessa diferença que mora a confusão. Os dois termos indicam coisas diferentes: área privativa corresponde à metragem dos cômodos que apenas o morador vai usar. Área total é a soma da área privativa com a fração proporcional de cada espaço comum do edifício. Já a área útil é o que sobra da privativa descontando o espaço ocupado pelas paredes.
— Na área total entram itens como hall, corredor, espaço de circulação da garagem, salão de festas, piscina e espaço gourmet, entre outros — explica o arquiteto Luciano Torres Tricárico.
Na hora de comprar um apartamento, a desinformação do consumidor com o significado dos termos é comum. Entre tantos pontos a serem observados na escolha do imóvel, fica complicado entender quanto espaço ele, de fato, terá. No Litoral Norte de Santa Catarina, conforme representantes do setor da construção civil, o mercado apresenta a característica de vender os imóveis com anúncio da área total.
— Aqui se usa mais a área total para as vendas. Mas é preciso deixar essa condição mais clara, mais transparente ao anunciar o imóvel para o consumidor. Isso ainda não acontece — comenta um dos vice-presidentes do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de Itajaí, Flávio Macedo Mussi.
Atenção
Especialistas indicam que o consumidor tenha muita atenção ao procurar um imóvel, para que ele saiba exatamente o que está comprando. Quando for fechar negócio, é importante ver o tamanho das áreas privativa e comum incluídas no preço. Dessa forma o comprador sabe se o espaço é adequado a suas necessidades, e se o aparente bom custo-benefício realmente vale a pena.
— Muitas escrituras não especificam isso, principalmente as de prédios mais antigos. O cliente pode comprar um apartamento pensando que ele tem 150m² de área privativa, sendo que 50m² podem ser de área comum — aponta Tricárico.
Conforme o Sinduscon, o lado financeiro tem grande influência na hora do cálculo. Os consumidores acabam priorizando as condições facilitadas de pagamento, sem levar em conta a metragem de cada área.
— As pessoas procuram mais pelo preço que podem pagar do que pelo que o apartamento efetivamente oferece. O correto seria fazer a conta de acordo com o interesse em usar mais a área comum ou a privativa — diz Mussi.
Paredes contam na área privativa
As paredes dos imóveis fazem parte da conta da área privativa dos apartamentos. Nos contratos, às vezes está descrita a área útil e outras vezes a área total. O consumidor que não sabe a diferença entre os termos e compra um apartamento de 50m², por exemplo, depois vai ver que a área útil real tem 42m² ou 44m².
O espaço ocupado pelas paredes representa, em média, de 10% a 12% da área total. O restante é chamado de área útil — onde poderão ser colocados móveis e utensílios. Nos apartamentos, a medição deve ser feita levando em conta toda a largura de paredes externas e, nas que são divididas com um vizinho, leva-se em consideração metade da largura.

Qual a diferença entre Construtora e Incorporadora? Leia e entenda


Muitos sites na internet falam sobre esse tema, mas sem a profundidade necessária e explicitando os conceitos com clareza e objetividade. Vamos ao artigo!

Conceito de Incorporação de Imóvel

A incorporação de um imóvel é o ato de se fazer junto ao cartório de registro de imóveis o registro da documentação que atenda a NBR 12.721/2006 Versão Corrigida 2007 de um projeto residencial multifamiliar ou misto (quando há lojas ou salas comerciais) ou de um condomínio de casas, atendendo as planilhas padrão de I a VIII determinando as áreas privativas e de uso comum, avaliar os custos de construção, o resumo das áreas reais para atos de registro e escrituração e o memorial descritivo das dependências.
O objetivo da incorporação imobiliária é formalizar junto ao cartório de imóveis como será o empreendimento, qual o número de unidades autônomas, as áreas das mesmas, o número de vagas de garagem, as áreas comuns. Somente a partir desse registro no cartório é que pode-se comercializar os apartamentos, também denominados como unidades autônomas.

Incorporadora

Assim, o responsável por todo esse processo é denominada de incorporadora ou incorporador. Além disso, toda a articulação do empreendimento é de responsabilidade da incorporadora como o desenvolvimento dos projetos de arquitetura e todos os outros projetos, a contratação da construtora e a comercialização das unidades. A incorporadora pode ainda transferir para outra empresa que fica responsável pela venda.
O consumidor ao comprar um apartamento em um edifício está fazendo negócio com a incorporadora e, é esta que deverá ser acionada caso tenha algum item de descumprimento de contrato (como o atraso de entrega da obra, entrega de apartamento com materiais fora da especificação do memorial descritivo, etc).
Macete 01: A maioria das construtoras são suas próprias incorporadoras. Sim, elas podem exercer as duas funções ao mesmo tempo desde que as atividades estejam descritas no contrato social das mesmas.

Construtora

A construtora é a empresa contratada e responsável para executar as obras do projeto incorporado de acordo com as especificações técnicas, o memorial descritivo e o prazo contratual, dentro das normas vigentes prezando pela melhor técnica.
Todos os riscos inerentes à construção são de responsabilidade da construtora como os acidentes do trabalho, o atraso nos pagamentos das medições por parte da incorporadora, execução de atividade fora de norma ou especificação que, no futuro, vai gerar reparos ou retrabalhos, pagamento de impostos sobre a mão-de-obra, responsabilidade técnica, etc.

Vamos exemplificar tudo isso no parágrafo abaixo

Empresa A vai incorporar um empreendimento em Brasília de 11 andares e 44 apartamentos.
Ela contratou a Empresa B para desenvolver os projetos de arquitetura, a Empresa C para fazer a comercialização das unidades habitacionais e a Empresa D para executar a obra. Assim:
Empresa A: é a incorporadora;
Empresa B: é uma contratada da incorporadora para desenvolver os projetos;
Empresa C: é uma contratada da incorporadora para comercializar as 44 unidades habitacionais;
Empresa D: é a construtora, que será responsável por fazer todo o empreendimento sair do papel e virar realidade.
Macete 02: muitas das empresas que conhecemos como “construtoras” são, na verdade, mais “incorporadoras” que “construtoras” porque elas fazem toda a viabilidade e desenvolvimento do empreendimento imobiliário e, para a construção, colocam apenas um engenheiro responsável pelo contrato e, este, fará a subcontratação de empresas especializadas para executar os serviços (uma empresa para as fundações, uma para as estruturas, uma para as alvenarias, uma para as esquadrias, uma para as pinturas, uma para os acabamentos, uma para as áreas externas, etc).
Macete 03: as incorporadoras adquirem os terrenos em várias partes da cidade, formando o chamado Land Bank (banco de terrenos). É a partir desse banco de terrenos que a incorporadora verifica a viabilidade de empreendimentos e começa a desenvolvê-los para, no futuro, fazer a incorporação e lançamento para a venda.
Fonte: 
Autor: Fabrício Rossi

O que garante a valorização imóvel? Confira estas dicas!


Com a grande valorização imobiliária que ocorreu no Brasil nos últimos anos, a precificação de casas, apartamentos, lotes e terrenos ficou muito mais complexa. Além dos fatores mais tradicionais, entrou em jogo essa nova dinâmica de mercado e as ofertas ficaram muito desiguais.
No entanto, com a estabilização do setor, os valores voltaram a um patamar mais racional e justificável. Observando alguns itens importantes com atenção, é possível estipular uma quantia realmente justa para todas as partes da negociação.
Quer descobrir o que garante a valorização de imóvel? Então confira essas 6 dicas para avaliar!
Localização aumenta a valorização de imóvel
A localização provavelmente é o item que mais conta na hora de precificar um imóvel. Estar próximo a áreas centrais ou bairros nobres certamente valoriza a propriedade, pois atrai muitos interessados e isso joga as cotações lá no alto. Regiões com bom potencial de crescimento ou que estão recebendo melhorias importantes, como estações de metrô e trem, ou construção de empreendimentos importantes, também são muito bem avaliadas.
Estrutura é a base de tudo
Uma boa estrutura é outro item que garante a valorização de imóvel. É importante reparar se a planta permite reformas e personalização da propriedade, o que aumentaria o valor, ou se é “engessada”, com muitas partes estruturais nas paredes que dividem o ambiente, além de itens elétricos e hidráulicos no rebaixamento. A quantidade de cômodos e a sua distribuição também conta bastante, bem como a metragem total da unidade.
Estado de conservação em alta
Mesmo apartamentos com boa localização e com uma excelente estrutura podem perder pontos valiosos na avaliação se estiverem em mau estado de conservação. Isso ocorre porque os compradores em potencial desanimam quando precisam perder tempo e dinheiro com obras e reparos. As partes elétricas e hidráulicas, a iluminação e as rachaduras em paredes e pisos, são alguns dos itens que mais chamam a atenção na precificação.
Acabamento valorizado
Um bom padrão de acabamento garante pontos importantes na valorização do imóvel, já que compradores de classes mais altas consideram esse item simplesmente primordial. Uma construção bem detalhada e executada, feita exclusivamente com materiais de qualidade garante uma manutenção mais fácil, além de ampliar a durabilidade. Isso para não falar da questão estética, que melhora muito.
Vagas de garagem são valorizadas
Como os transportes públicos no Brasil deixam muito a desejar, ao menos na grande maioria das cidades, imóveis que contam com vagas na garagem acabam sendo muito mais valorizados pelos compradores em potencial. Nas grandes capitais, o valor desses itens pode representar uma parcela crucial do preço da propriedade, tornando-as muito mais atraentes e valorizadas no mercado imobiliário.
Documentação é essencial
Uma documentação cristalina é um fator de atração para compradores e certamente também contribui para uma maior valorização do imóvel. As pessoas costumam desanimar bastante quando se deparam com uma propriedade com problemas de regulamentação na prefeitura, parcelas atrasadas de taxas e impostos, ou que se encontra em inventário. Por isso, a emissão da matrícula atualizada e da certidão negativa junto à Receita Federal, ao INSS e à Justiça são indispensáveis.
Esses são alguns itens essenciais que garantem a valorização do imóvel na hora de fazer uma negociação. O auxílio especializado de um bom corretor ou imobiliária também é muito importante. Para quem pretende comprar um imóvel novo, a dica é pesquisar bem a reputação e tudo mais que puder sobre a construtora com quem pretende negociar.